Pois Foi Assim Que Descobri

  • Temas: Esposa, traição, corno, amante cafajeste
  • Publicado em: 25/02/25
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  • Autoria: PNoel
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Publiquei, há poucos dias, um texto, sob o título “Só Comigo é que Ela Não Queria”, contando como foi que ganhei, da minha primeira mulher, um par de chifres que resultou no final do nosso casamento.


Contei o que descobri e quando descobri, assim como alguns detalhes da traição e do que acontecia nos encontros íntimos dela com o amante, que contribuíram para desgraçar o nosso casamento. Mas não esclareci — para que o texto não ficasse muito longo — “como” foi, da desconfiança até a certeza, que eu soube do que, realmente, estava acontecendo e fazia de mim mais um marido corno, entre os muitos que existem por aí.


Mas, retomando os aspectos que realmente interessam, eu expliquei, naquele texto, que ela se envolveu com um colega de trabalho, que ambos faziam o mesmo turno numa empresa de processamento de dados e que isso facilitou bastante as coisas para eles. Também mencionei que eu havia feito uma vasectomia, alguns anos antes e que eles, optaram por não fazerem uso de preservativos. Então, ela voltou a tomar pílulas anticoncepcionais, como forma de prevenção.


Como sabem todos, é um método contraceptivo que tem certo percentual de falha. Mas, conforme mencionei ao falar disso, creio que correr esse risco potencial fazia parte do tesão que sentiam com aquela situação. E foi este o primeiro sinal de alerta que tive (ou deveria ter tido), quando, por acaso, abrindo uma gaveta da mesa de cabeceira dela, encontrei uma cartela dessas pílulas e lhe perguntei por qual motivo ela tinha aquilo na gaveta, uma vez que, desde a minha cirurgia, a única contracepção que ela usava era ter um marido esterilizado.


Provavelmente, ela numa imaginou que eu fosse encontrar aquela cartela ou prestar atenção ao fato de que se tratava de pílulas anticoncepcionais. Mas respondeu com muita tranquilidade e aparentando não dar muita importância ao meu achado:


— Foi a minha médica que me passou isso, porque estão aparecendo umas manchas no meu corpo e ela acredita que possa ser a carência de um hormônio, tal ou qual...


Homem nenhum presta muita atenção nessas coisas. Ou a maioria deles, pelo menos, não presta. Esse negócio de hormônios e reposição hormonal não faz parte do universo masculino, a não ser em situações especialíssimas. Portanto, aceitei a resposta como se aquilo fosse uma coisa normal.


Relembrando os fatos e as circunstâncias, depois que a luz de alerta acendeu para mim, eu também me dei conta de que, naquele período, quase não havia sexo entre nós. Às vezes, quando eu tomava a iniciativa, ela, sem recusar diretamente a minha investida, meio que escapulia, sob uma série de justificativas, dessas que as mulheres usam com muita frequência, quando não estão a fim de transar com seus maridos. E esse é outro sinal de a sua mulher pode estar abrindo as pernas para alguém, fora do casamento.


Não é que a gente nunca trepasse, mas as oportunidades para isso ficaram muito espaçadas. E eu só entendi, mesmo, que estava havendo algo de estranho, quando, certo dia, ela se descuidou e preparando-se para ir trabalhar (o turno dela e do cara também, era das 18 horas à meia noite), ela ficou nua na minha frente, com muita iluminação dentro do quarto. Foi quando percebi uma mancha arroxeada na barriga dela, bem próxima à virilha. Surpreso, eu perguntei a ela o que tinha sido aquilo. E ela, mais uma vez aparentando ou tentando aparentar naturalidade, me respondeu:


— São essas manchas que eu lhe disse que estão aparecendo no meu corpo e exigem que eu faça a reposição hormonal que a médica me passou.


Fiz de conta que aceitara a explicação, mas não aceitei. Eu conhecia bem a marca de um chupão e o local onde estava aquela mancha, não deixava margem para muitas dúvidas. Embora eu nunca tenha entendido por qual motivo o sujeito trepa com uma mulher casada e a deixa marcada por chupões, sob o risco de o marido enganado encontrar a prova da traição de sua esposa. Só se for pelo fetiche do risco, que uma situação dessas traz consigo!


A partir desse dia, eu fiquei ligado, para descobrir o que houvesse a ser descoberto sobre aquelas coisas. Como o turno de trabalho dela terminava à meia noite, muitas vezes, quando ela chegava, eu já estava dormindo, justamente aquele primeiro sono, mais pesado. E nem me dava conta do horário. Aí passei a ficar acordado até mais tarde e quando ouvia o barulho da porta se abrindo, eu fingia que já estava “apagado”.


Na maioria das noites, ela chegava no horário normal. Mas, muitas vezes, ela só entrava em casa além dele: uma hora, uma e meia... Até que, certo dia, quando ela chegou, já passava das duas da madrugada. Aí, no dia seguinte, eu perguntei por que ela chegara tão tarde, embora sem mencionar o horário exato. Justificou o atraso, dizendo que o sistema travara e isso havia atrasado o serviço da equipe, retardando a saída de todo mundo.


Nesse ponto eu já sabia, com absoluta certeza, que estava sendo corneado. Porém, como eu queria confrontá-la com provas mais concretas, deixei que continuasse a dar aquelas “escapadas”, mas fui em busca de outras evidências. E uma das coisas que fiz, foi procurar na parte dela do nosso “closet”, alguma coisa que impossibilitasse qualquer negativa pura e simples, por parte dela, quando fossemos conversar sobre aquela complicada questão.


Procurei daqui, procurei dali, em gavetas, prateleiras e caixas, até encontrar o que buscava numa bolsa velha, que ela nem mais estava usando. Havia bilhetes apaixonados, cartões cheios de insinuações sensuais e poesias repletas de erotismo, mandadas pelo cara para ela. Também havia algumas peças de lingerie, dessas que se compram em “sex-shops” (suponho que presenteadas por ele), com poucas rendas e menos tecido, com muitas aberturas e espaços para entrar e sair, na frente ou atrás, de acordo com as preferências e fantasias do casal.


Porém, a surpresa mais chocante para mim, foi quando retirei de um envelope pardo algumas fotografias, da minha mulher e do amante, em situações, as mais íntimas e sexuais, como eu nunca poderia imaginar que ela se deixaria fotografar com outro homem. Não eram muitas fotos (talvez, umas dez ou doze), mas as poses e circunstâncias eram dignas de uma modelo de revista pornô.


As primeiras, eram “nudes”, dela sozinha e dela com ele. As demais, eram de sexo mesmo: tinha punheta e boquete, tinha ela com a cara toda melada e a boca cheia de porra e tinha o cara enfiando a vara nela, de frente e de quatro. Além de mais uma, em que arreganhava a buceta com as duas mãos, para ele fotografar a porra que despejara lá dentro, escorrendo prá fora.


Para mim, foi a gota d’água e o começo do nosso processo de separação. Quando ela chegou naquela noite, eu a confrontei com o que sabia e havia encontrado. E ela, embora tentando negar no início da conversa, diante do que lhe mostrei, acabou admitindo. Foi uma noite inteira, até amanhecer, de uma difícil conversa.


Como deve ser comum em casos assim, ela me disse que aquilo havia sido uma loucura e me pediu perdão, prometendo que nunca mais tornaria a acontecer algo daquele tipo, que iria pedir transferência de horário no trabalho, porque o nosso casamento era muito mais importante para ela e todo aquele “blá-blá-blá” que as mulheres casadas, quando flagradas nesse tipo de situação costumam dizer. Até admito que, nos primeiros dias, cheguei a considerar a possibilidade de superarmos aquela situação e tentarmos preservar o nosso casamento. Por causa dos nossos filhos, mas, sobretudo, por nós mesmos. Já tínhamos 16 anos de convivência, afinal!


Foi exatamente nessa fase, com a nossa situação e futuro ainda por serem definidos, que precisei viajar a trabalho, por uns 10 dias. Estávamos naquele clima de tentativa de reconciliação e, até para demonstrar sua sinceridade comigo e em relação ao nosso casamento, foi que ela abriu o jogo e me contou detalhes do que havia acontecido entre ela e o amante, como exemplifiquei no meu texto anterior.


Isso, de certa forma, fez com que eu me sentisse mais tranquilo e seguro em relação ao que poderia acontecer, dali prá frente. O cara, sempre saberia que havia me corneado e se servido da minha mulher, como sua puta. Talvez — quase certamente — compartilhasse o fato e os detalhes com algum amigo ou colega de trabalho deles, porque homem, em geral, gosta tanto de contar, quanto de fazer. É uma necessidade de afirmação.


Mas, pensei naquele momento, paciência! Ela não será a primeira e nem a última mulher casada a prevaricar com outro homem. Por alguma razão, porém, antes da minha viagem, eu instalei, na caixa de entrada da linha telefônica lá de casa (porque ainda não fazíamos uso dos celulares), um circuito acoplado a um pequeno gravador, que era acionado, a cada vez que o fone era suspenso do gancho.


Viajei e, ao retornar, na primeira oportunidade que tive, retirei o gravador da caixa onde estava instalado e fui escutar a fita. Surpresa! Depois de alguns telefonemas corriqueiros, inclusive dados pelos meus filhos, vinham diversas ligações entre ela e o cara, com manifestações explícitas de tesão e, até masturbação recíproca pelo telefone.


Pois foi assim que descobri: não só eu havia sido, como continuava a ser chifrado pela mulher que eu quis, para ser a mãe dos meus filhos. E se não fosse por isso, eu teria permanecido como um corno manso, mantendo-a como minha esposa, enquanto ela vadiava e entrava na rola de outro macho.


Continuar casado com ela, depois disso tudo, seria um duplo risco: ser corneado por esse amante e — depois disso, quem sabe? — por outros mais, que ela resolvesse ter. E, muito provavelmente, vir a me transformar em motivo de galhofa e zombaria, para quem, do nosso círculo social, percebesse ou viesse a saber o que ela fazia pelas minhas costas.


Sem falar na possibilidade de o cara, que era um cafajeste depravado, meter um filho na barriga dela e largar, sobre mim, a criança e a situação vexatória da cornice escancarada.


*Publicado por PNoel no site promgastech.ru em 25/02/25. É estritamente proibida a cópia, raspagem ou qualquer forma de extração não autorizada de conteúdo deste site.


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